PATRIMÓNIO
Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a horário
Cronologia: Séculos XVIII / XIX / XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Paróquia de São Francisco Xavier de Caparica – Diocese de Setúbal
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Interesse Municipal (IM)
Legislação Associada: Decreto n.º 8/83, Diário da República n.º 19/1983, Série I, de 24 janeiro
HORÁRIO
Reduzido
Dias de abertura: De terça a sexta-feira
Horário nos dias úteis: 15h30-19h30
CONTACTOS
Quinta de São Francisco de Borja, considerada no seu todo, habitação com capela, dependências de lavoura, terrenos anexos e todos os azulejos que a decoram
Quinta setecentista, provavelmente edificada em duas campanhas, uma no início do século, outra no final, após 1780, esta sob responsabilidade do arquiteto Manuel Caetano de Sousa. O nome terá origem num antigo proprietário, de apelido Borja, provavelmente da família de Custódio Miguel de Borja, capitão-mor das ordenanças de Almada no início do século XIX.
Seguindo a característica disposição dos solares setecentistas, o edifício habitacional, de dois pisos, integra a capela numa das extremidades da fachada. Do conjunto de anexos agrícolas associados, subsiste o celeiro, de planta retangular, telhado de duas águas, na continuação da fachada principal da habitação. A rampa de acesso à fachada principal comunica com a Estrada Nacional 377, expondo um pátio em calçada, cercado por murete, que rodeia a fachada posterior. O celeiro encontra-se no eixo da habitação, com frontaria na direção da rua; identificam-se outras construções agrícolas junto ao frontispício ulterior. Atualmente, o interior apresenta-se totalmente adulterado, tendo desaparecido os azulejos setecentistas que o revestiam.
O conjunto agrícola terá sofrido vandalismo durante os anos 70 do século XX, tendo o interior sido integralmente devastado por um incêndio. A consequente recuperação, apesar de ter mantido as fachadas principais dos edifícios, não preservou os atributos planimétricos primitivos. A passagem pelo interior permite observar uma solução de ocupação adaptada, com claros contrastes de conversão do espaço interior, bem visível no antigo lagar construído na antiga dependência de lavoura. Estas alterações comprometeram a ambiência original do conjunto: a introdução de novos elementos desvirtuou, de forma irreversível, o carácter histórico da quinta.