PATRIMÓNIO
Visitável: Não
Condições de Acesso: Condicionado a horário
Cronologia: Séculos XVIII / XIX / XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Ar.Co – Centro de Arte & Comunicação Visual
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Interesse Municipal (IM)
Legislação Associada: Decreto n.º 2/96, Diário da República n.º 56/1996, Série I-B, de 6 de março
HORÁRIO
Normal
Dias de abertura: De segunda a sexta feira
Horário nos dias úteis: 10h00–12h00; 13h00–18h00
CONTACTOS
Quinta de São Miguel, incluindo as suas habitações, os edifícios anexos de apoio à atividade agrícola, os terrenos que a delimitam e o conjunto de azulejos que a decoram
A Quinta de São Miguel, assim designada por a capela ter como orago uma imagem deste santo, pertencia, desde o início do século XVIII, aos condes de São Miguel. Exemplar de arquitetura maneirista, testemunha a vivência rural que durante séculos marcou toda a região, patente nas muitas quintas e casas de apoio existentes no Pragal.
A casa, de planta retangular e fachadas lisas rasgadas por vãos moldurados, encontra-se integrada num antigo complexo rural. Dispunha de capela privada, horta e várias edificações de apoio, destacando-se a adega, o poço com o moinho de lata americano e o tanque. Em meados do século XVIII, foi construído o edifício principal, com dois pisos: o térreo para apoio e o superior para habitação. Neste corpo, merecem especial referência alguns tetos de masseira, bem como o vestíbulo e uma das salas, ambos revestidos a azulejos com, respetivamente, motivos florais e representações de estrelas. Possivelmente durante o século XIX, a ala norte–sul foi adaptada a residência, ocorrendo a transformação do pequeno templo em área funcional. Da antiga capela, hoje reconvertida em túnel de passagem, resta a torre sineira e o volume exterior, marcado por pilastras e rematado por cimalha. Unindo os dois blocos, um portal de vão retangular com frontão em volutas e um painel de azulejos no tímpano de cercadura policroma representando São Miguel, o patrono da quinta. No interior, totalmente remodelado, destaca-se uma lareira, de vão moldurado, com lacrimais nas jambas e frontão barroco: é possivelmente um portal reaproveitado.
Nos anos 70, a expropriação para a construção de prédios corta a quinta a sul. Em 1985, com o edificado a sofrer forte degradação, o Ar.Co arrenda-o à Comissão Liquidatária do Fundo de Fomento da Habitação. A escola promoverá sucessivas remodelações e ampliações de adaptação às necessidades do ensino artístico, nomeadamente em 1988, num projeto premiado pelos seus méritos de conservação e restauro, e no final do século, numa obra de grande envergadura. A quinta é definitivamente adquirida em 2010. O uso atual e a adaptação a novas vocações contribuíram para manter as boas condições gerais do conjunto.