PATRIMÓNIO
Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Idade do Bronze
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada; União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 4341); PDM de Almada
Quinta do Forte ou Fundo de Cabana
Estação arqueológica implantada sobre uma extensa elevação pouco pronunciada, identificada e intervencionada em 1975 por membros do Centro de Arqueologia de Almada.
Localizado a norte da capela de São João da Ramalha, numa encosta de declive suave junto às margens de um antigo esteiro do rio Tejo, o sítio revelou vestígios estruturais atribuíveis à Idade do Bronze (c. 1000 a.C. — 800 a.C.), designadamente os remanescentes de uma cabana e várias estruturas de combustão, associados a abundante cerâmica carenada.
Os vestígios apontam para a preexistência de um povoado ou assentamento de eventual cariz agropecuário e ribeirinho, estrategicamente implantado para a exploração de recursos estuarinos e integrado em rotas locais de circulação fluvial e terrestre, o qual estaria já organizado segundo potenciais dinâmicas de hierarquização social.
Na atualidade, o contexto arqueológico encontra-se integrado num núcleo habitacional densamente urbanizado, com a sua morfologia natural alterada, pelo que não pôde ser confirmada a preservação de vestígios ou elementos patrimoniais em superfície.