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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Paleolítico Inferior
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico potencial: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 1122); PDM de Almada

Rua Garcia de Orta 9 2800-096 Almada

Rua Garcia de Orta 9

Outras designações
Almada - Rua Garcia de Orta
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Imagem representativa de ARQ0010
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Imagem representativa de 1122

Estação arqueológica identificada em 1976 por elementos do Centro de Arqueologia de Almada, no decorrer de trabalhos de remoção de terras para a abertura de caboucos de fundação de um edifício.

O contexto arqueológico encontrava-se associado a uma cascalheira depositada por um pequeno curso de água de regime sazonal, assente sobre uma matriz geológica constituída por argilas miocénicas (c. 23 milhões de anos a 5,3 milhões de anos). O espólio recolhido apresentou-se escasso, destacando-se elementos de pedra lascada como calhaus de talhe unifacial e calhaus-raspadores em quartzito e sílex, além de várias lascas, conjunto que sugere uma atribuição tipológica ao Paleolítico Inferior (c. 500 000 a.C. — 100 000 a.C.).

A ocupação deste espaço por comunidades de caçadores-recoletores estaria relacionada com a proximidade a esta linha de água, que garantia o abastecimento hídrico e o acesso direto a esses depósitos de seixos, utilizados como fontes primárias de matéria-prima para o talhe expedito de ferramentas. O sítio funcionaria, assim, como um ponto de paragem temporária inserido em rotas sazonais de exploração de recursos na região.

Na atualidade, a consolidação urbana nesta área ditou a total descaracterização do terreno, inviabilizando a observação ou monitorização visual da ocorrência arqueológica.