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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Século XIII ao XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Abrangido pela ZEP dos Imóveis de Interesse Público da Casa da Cerca e Igreja da Misericórdia; Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Decreto 2/96 de 6 de Março (Palácio da Cerca) e Decreto n.º 45/93 (Igreja da Misericórdia); Património Cultural, I. P. (CNS 40245); PDM de Almada

Rua Henriques Nogueira 2800-100 Almada

Rua Henriques Nogueira 18-20

Outras designações
Almada - Rua Henriques Nogueira, 18 - 20
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Imagem representativa de ARQ0148
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Imagem representativa de Rua Henriques Nogueira 18-20. Localização do imóvel a reabilitar.
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Imagem representativa de Rua Henriques Nogueira 18-20. Fase prévia ao início dos trabalhos arqueológicos.
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Imagem representativa de Rua Henriques Nogueira 18-20. Registo gráfico de campo.
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Imagem representativa de Rua Henriques Nogueira 18-20. Fase de escavação de um silo.

O pedido de licenciamento do projeto de arquitetura para a reabilitação deste edifício, situado no centro de Almada Velha, previa intervenções com impacto no subsolo. Por este motivo, foram propostas medidas preliminares de salvaguarda para todos os trabalhos que envolvessem a remoção ou mobilização de terras. Esta estratégia teve como objetivo a identificação, o registo e a preservação de eventuais vestígios arqueológicos ocultos.

Na fase inicial, a intervenção revelou um contexto sedimentar com potência assinalável, sugerindo uma ação de aterro ou colmatação. O espaço terá sido aproveitado, eventualmente, como logradouro durante algum tempo. O espólio recolhido baliza a cronologia deste nivelamento entre os séculos XVII e XVIII, não se verificando a existência de lixeiras ou despejos domésticos sistemáticos.

Foram recuperados fragmentos de cerâmica comum e de construção, faianças, balas de canhão, ferragens diversas, escassos restos faunísticos e malacológicos (essencialmente berbigão). Nos perfis, os sedimentos organizam-se em deposição sub-horizontal, sem evidências de intrusões ou perturbações posteriores à regularização do terreno.

Os trabalhos de sondagem arqueológica possibilitaram a identificação e escavação de três estruturas negativas e nove silos. No interior destas estruturas, foi resgatada uma quantidade relevante de cerâmicas pintadas e de resíduos quotidianos (restos osteológicos, carvões, entre outros), associados a moedas de cronologia medieval (séculos XIII e XIV).