Skip to main content
Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Séc. XIII a Período Contemporâneo
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 7050); PDM de Almada

Rua Henriques Nogueira 2800-100 Almada

Rua Henriques Nogueira 22–26

Outras designações
Almada - Rua Henriques Nogueira, 22-26
Image
Imagem representativa de Arq016
Image
Imagem representativa de ARQ0038_Rua Henriques Nogueira 22–26. Picagem de paredes interiores.
Image
Imagem representativa de ARQ0038_Rua Henriques Nogueira 22–26. Fase de obra.
Image
Imagem representativa de ARQ0038_Rua Henriques Nogueira 22–26. Pormenor de alteração arquitetónica.
Image
Imagem representativa de ARQ0038_Rua Henriques Nogueira 22–26. Troço de caleira.

A intervenção arqueológica ocorreu numa fase prévia às obras de remodelação de um imóvel municipal, realizadas ao abrigo do Programa RECRIA. Não obstante, após a conclusão dos trabalhos de escavação, as subsequentes movimentações de terras para a reabilitação do edifício afetaram parcialmente o contexto arqueológico.

O espaço foi interpretado como uma habitação pós-século XVI, sugerindo-se uma anterior vocação artesanal do local, possivelmente associada a uma fundição. Enquanto os testemunhos materiais da ocupação quinhentista foram recolhidos em níveis sobrepostos ao substrato geológico, os vestígios da época medieval encontravam-se no interior de estruturas negativas (tanques, silos ou cavidades) escavadas na rocha de base.

Os materiais deste horizonte cronológico mais recuado foram exumados no preenchimento do silo localizado na designada "Sala 9" — estrutura posteriormente reutilizada como lixeira. Este depósito terminal data do início do século XIII, destacando-se a associação de restos de cozinha e fragmentos de cerâmica pintada a dois mealheiros (dinheiros) do reinado de D. Afonso II (1211–1223).