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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Século XV até ao século XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 40244); PDM de Almada

Rua Henriques Nogueira 2800-100 Almada

Rua Henriques Nogueira 44-48

Outras designações
Almada - Rua Henriques Nogueira, n.º 44, 46 e 48
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Imagem representativa de ARQ0147
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Imagem representativa de Rua Henriques Nogueira 44-48. Porta com as armas da Ordem de Santiago esculpidas na ombreira.
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Imagem representativa de Rua Henriques Nogueira 44-48. Fase de trabalho.
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Imagem representativa de Rua Henriques Nogueira 44-48. Troço de muro identificado no extremo norte da antiga cozinha.
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Imagem representativa de Rua Henriques Nogueira 44-48. Sondagem 1: corte oeste.

Os trabalhos arqueológicos realizados resultaram da aplicação de medidas de prevenção e salvaguarda, após conhecimento de um projeto de reabilitação de um imóvel abrangido pela Zonas de Proteção da Igreja da Misericórdia de Almada e Zona Especial de Proteção do Palácio da Cerca.

Na área de logradouro intervencionada, identificaram-se contextos arqueológicos cronologicamente balizados entre os séculos XVII-XVIII e o século XX, associados à utilização do espaço como quintal. No interior do edifício, assinalou-se a presença de infraestruturas de saneamento destinadas ao escoamento de esgotos e águas pluviais.

O espólio cerâmico integra formas típicas ligadas à preparação de alimentos, como panelas e tachos, bem como peças vocacionadas para o serviço e consumo de sólidos e líquidos, nomeadamente pratos, púcaros e bilhas. Ainda que de forma pontual, recuperaram-se escudelas esmaltadas a branco e fragmentos de faiança polícroma que, apesar das suas reduzidas dimensões, sugerem uma origem exógena, correspondendo com grande probabilidade a majólica italiana.

Os vestígios faunísticos revelaram-se pouco expressivos, identificando-se espécies de mamíferos (possivelmente bovídeos e suínos) e aves. Por fim, as evidências metálicas recolhidas correspondem, na sua maioria, a elementos de fixação (cavilhas e pregos), destacando-se ainda um canivete, um adorno de mobiliário em bronze e um guizo.