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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Século XVIII e posteriores
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inserida na ZEP da Casa da Cerca, classificada como Imóvel de Interesse Público; Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996; Património Cultural, I. P. (CNS 40246); PDM de Almada

Rua Latino Coelho, n. 3-7 2800-130 Almada

Rua Latino Coelho 3-7

Outras designações
Almada - Rua Latino Coelho, 3-7
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Imagem representativa de ARQ0150
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Imagem representativa de Rua Latino Coelho 3-7. Sondagem 2. Plano final.
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Imagem representativa de Rua Latino Coelho 3-7. Enquadramento parcial dos trabalhos arqueológicos.
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Imagem representativa de Rua Latino Coelho 3-7. Fase de intervenção.
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Imagem representativa de Rua Latino Coelho 3-7. Perspetiva de muro preexistente.

A intervenção arqueológica decorreu do conhecimento prévio de um projeto de reabilitação para o imóvel. O trabalho teve como objetivo o diagnóstico do potencial arqueológico local, de forma a detetar, precocemente, eventuais vestígios e garantir a sua salvaguarda durante a execução da obra.

As ações no terreno foram precedidas por uma pesquisa documental e bibliográfica, destinada a caracterizar o património na área envolvente. No decurso dos trabalhos, observou-se um ténue alinhamento de pedras junto ao perfil Este. Embora se tenha colocado a hipótese de integrar o troço parcial de uma estrutura preexistente, as dimensões da área intervencionada não permitiram acompanhar o desenvolvimento do alicerce. O escasso material recolhido nesta área, associado a uma colmatação aleatória do espaço, baliza-se numa cronologia do século XVIII. 

No canto interior sudeste, identificou-se um corte nas argilas de base que definiu uma estrutura negativa de contorno retangular, com cerca de 2 metros de profundidade. A variedade e a qualidade dos materiais retirados do interior desta estrutura (equacionada como uma hipotética cisterna ou estrutura de refrigeração) sugerem um contexto socioeconómico diferenciado ou sumptuoso. Este espólio, integrável no século XIX, é caracterizado pela presença de artefactos utilitários de grande qualidade, na sua maioria importados. Apesar da riqueza destes materiais, não se registaram testemunhos estruturais ou documentais complementares que permitam consolidar esta hipótese interpretativa.