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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Séc. XIII a XIV (Idade Média)
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada; União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 3180); PDM de Almada

Rua Rodrigues de Freitas 2800-194 Almada

Rua Rodrigues de Freitas

Outras designações
Antiga Rua da Lage; Almada - Rua Rodrigues de Freitas
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Imagem representativa de 21a
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Imagem representativa de Rua Rodrigues de Freitas (antiga Rua da Lage). Enquadramento atual do sítio.
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Imagem representativa de Rua Rodrigues de Freitas (antiga Rua da Lage). Fase de intervenção (negativo pertencente ao Centro de Arqueologia de Almada)

O sítio arqueológico foi identificado em 1981 por elementos do Centro de Arqueologia de Almada, durante o acompanhamento de obras municipais de saneamento básico. Situado junto às escadas públicas que ligam as ruas Rodrigues de Freitas e Elias Garcia, o local posiciona-se na envolvente imediata de um conjunto habitacional de traça pombalina (segunda metade do século XVIII).

O pequeno núcleo de armazenamento assinalado compreendia quatro silos cerealíferos escavados diretamente na argila de formação miocénica (c. 23 a 5,3 milhões de anos). Apesar de parcialmente danificadas por intervenções mecânicas, estas estruturas negativas revelaram uma reutilização posterior como depósitos de detritos (lixeiras domésticas), contexto estratigráfico que permitiu a preservação de importantes testemunhos materiais.

No interior destas cavidades subterrâneas, foi recolhido um vasto e diversificado espólio de cerâmica utilitária e de cozinha que ilustra a vivência no período medieval (século V a século XV) na região. Destaca-se, igualmente, a recolha de fragmentos com pintura a preto e branco, associados a uma tradição técnica de matriz islâmica (finais do século XIII ao início do século XIV), além de malhas de jogo em cerâmica e pedra, e vestígios de fauna mamalógica (restos ósseos de mamíferos, maioritariamente espécies domésticas) e de malacofauna (restos de conchas de bivalves — como ameijoa e mexilhão —, acumulados após consumo), claros indicadores da dieta alimentar disponível.

O achado incluiu ainda duas moedas: um numisma árabe em cobre, datável do século XII (ano 1101 a 1200), e outro do reinado de D. Sancho I (1185–1211).