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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Indeterminada
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico elevado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento e rede de águas, operações urbanísticas e atividades agrícolas ou florestais, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deve ser precedida de trabalhos arqueológicos de diagnóstico, podendo implicar ulteriores medidas de minimização e adaptações aos projetos de intervenção em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: PDM de Almada

EN 377-1 (Quinta da Torrinha) 2825-180 Caparica

Torrinha

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Imagem representativa de ARQ0081
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Imagem representativa de Torrinha. Materiais arqueológicos visíveis em talude.
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Imagem representativa de Torrinha. Prospeção no local de ocorrência de vestígios arqueológicos.
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Imagem representativa de Torrinha. Materiais arqueológicos visíveis em talude.
 

“No desaterro que se está fazendo para a construcção do lanço de estrada do Monte de Caparica a Costas de Cão appareceu, no sitio da Torrinha, uma louza feita de tijoleiras com alguns ossos dentro e duas caveiras. Os trabalhadores com a ambição de descobrir algum thesouro, destruiram tudo rapidamente sem darem parte do achado. […] N’um casal proximo, […] tambem ha dois annos foram encontrados differentes tijolos arrancados pelo arado na occasião de se lavrarem as terras onde foram achados” (Diario Illustrado, 2 de julho de 1875).

Enquanto esta curta notícia se revela a mais antiga referência a contextos funerários na margem sul do estuário do Tejo, atualmente ainda é possível observar, no local referenciado e em talude exposto, níveis arqueológicos de Época Romana (genericamente datados entre o século II a.C. e o século V d.C.). O rebaixamento do terreno e o consequente corte de vertente garantem boas condições para a interpretação estratigráfica, confirmando-se a presença de cerâmica de construção (imbrices, tegulae), bem como fragmentos de uso comum e de armazenamento (ânforas, dolia, entre outros).

O local integraria uma eventual villa ou núcleo agropecuário de dimensão indeterminada, com necrópole e eventual basílica paleocristã associadas, correspondendo ao sítio da Quinta da Torre (ARQ0045) — o qual é igualmente caracterizado por evidências mais recuadas atribuíveis ao Neolítico Antigo (c. 5500 a 4500 a.C.) e à Idade do Ferro (c. século VIII a I a.C.). A vocação rural e a implantação estratégica destas estruturas habitacionais, agrícolas e funerárias possibilitavam o acesso direto aos terrenos mais férteis do concelho.