PATRIMÓNIO
Condições de Acesso: Interdito
Cronologia: Desde o séc. XIII ao séc. XX
Propriedade/Natureza: Privada
Gestão/Entidade: Não determinada
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Classificação/Proteção: Sítio abrangido pela ZEP do Palácio da Cerca; Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Portaria n.º 48/2014, DR, 2.ª série, n.º 14, de 21-01-2014; Património Cultural, I. P. (CNS 35137); PDM de Almada
Travessa da Judiaria
Uma intervenção prévia às obras de requalificação em Almada Velha, planeadas pelo Gabinete dos Núcleos Históricos da Câmara Municipal, motivou a abertura de uma sondagem de 4 m² no logradouro de um edifício em reabilitação, antecipando a implantação de uma vala de drenagem.
Os trabalhos arqueológicos realizados permitiram a recolha de um conjunto significativo de espólio cerâmico de construção, mas também de vocação utilitária e uso comum, incluindo porcelanas, faianças, tipologias vidradas, assim como fauna mamalógica e malacológica. Destacam-se, de igual modo, os numismas recuperados, cujo estudo permitiu estabelecer um quadro cronológico preciso de ocupação.
A escavação identificou uma estratigrafia complexa, com níveis que percorriam um amplo espetro cultural entre os séculos XIII e XX. Embora a relevância dos dados recolhidos justificasse o alargamento dos trabalhos para uma escavação em área, o sítio arqueológico acabou por ser destruído durante a execução da respetiva empreitada urbanística (2014/2015).