Arte-xávega

Arte xávega
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A Arte-xávega é uma técnica de pesca artesanal, local, de cerco envolvente, realizada por companhas (grupos de pescadores afetos a uma embarcação) que presentemente podem integrar, cada uma, cerca de duas dezenas de pessoas, organizadas em dois grupos: tripulação de mar e de terra.

Remonta ao século XVIII, trazida para a Costa da Caparica por comunidades piscatórias de Ílhavo e Olhão, responsáveis pelo povoamento do lugar. Pela adaptação às condições do mar e das praias da Costa e Fonte da Telha adquiriu aqui características específicas que a distinguem de práticas semelhantes noutras regiões.

Na Arte-xávega, a arte (composta por várias redes e malhagens) é lançada ao mar a partir de uma embarcação, deixando em terra uma ponta da corda (banda panda). Depois de largar a rede no mar, a embarcação regressa à praia, trazendo a outra ponta de corda (banda barca) e inicia-se lentamente o processo de alagem, em simultâneo, de ambas as cordas, puxando a rede para a praia, mantendo verticais os «panos» das mangas laterais da rede, formando uma “parede” que vai orientando o peixe para o interior das mangas.

No mar, a rede opera quase à superfície, sem arrastar no fundo marinho. O retorno da rede à praia designa-se de alagem e é feita hoje por tratores. A cavala, carapau e sardinha são algumas das espécies capturadas. É uma atividade sazonal, sobretudo entre março e outubro, embora existam já companhas que a praticam todo o ano.

Foi inscrita em 2017 no Inventario Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI_2017_002); D.L. n.º 7/2000 de 30 de maio (classificação da pesca com Arte-xávega); Portaria 1102-F/2000 de 22 de novembro (regulamentação da pesca com Arte-xávega).

Costa da Caparica, Fonte da Telha