PATRIMÓNIO
Condições de Acesso: Condicionado a horário
Cronologia: Épocas Moderna e Contemporânea
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada
ENQUADRAMENTO LEGAL
Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 40168); PDM de Almada
HORÁRIO
Normal
Dias de abertura: Terça a sábado
Horário nos dias úteis: 10:00h - 13:00h; 14:00h - 18:00h
Horário aos Sábados: 10:00h - 13:00h; 14:00h - 18:00h
CONTACTOS
Capela da Quinta dos Frades
Entre novembro de 2001 e janeiro de 2002, decorreu uma intervenção arqueológica de diagnóstico no âmbito do projeto de implantação do atual Museu de Almada - Casa da Cidade. A ação visou avaliar o potencial patrimonial das ruínas de uma ermida setecentista localizada no exterior do edifício, bem como sondar eventuais níveis de ocupação anteriores.
Esta estrutura religiosa integrava a antiga Quinta dos Frades, espaço que esteve sob a gestão da Ordem de São Domingos até à extinção das ordens religiosas em 1834. Os depósitos sedimentares no interior da ermida, removidos durante os trabalhos de limpeza, revelaram-se estratigraficamente estéreis e desprovidos de relevância arqueológica. O espólio exumado consistia maioritariamente em resíduos contemporâneos (décadas de 1960/1970) que testemunham e datam as ações de terraplanagem e o posterior abandono do local. Não obstante, registaram-se elementos arquitetónicos e monólitos esculpidos pertencentes à construção original, colapsados no interior da nave e do altar-mor ou reutilizados como material de aterro.
Paralelamente, os trabalhos de reabilitação na casa principal identificaram cantarias de estilo manuelino, permitindo recuar a ocupação antrópica do sítio aos séculos XV ou XVI. Estes elementos arquitetónicos comprovam que a diacronia de utilização do espaço seria anterior à edificação setecentista, evidenciando uma continuidade funcional que remonta à Época Moderna.