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Património Arqueológico

PATRIMÓNIO

Condições de Acesso: Condicionado a autorização prévia
Cronologia: Séc. XII a Época Contemporânea
Propriedade/Natureza: Pública (Estado)
Gestão/Entidade: Guarda Nacional Republicana

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inventariado / Área de valor arqueológico consolidado: qualquer tipo de intervenção relacionada com infraestruturas, incluindo as de saneamento, rede de águas, operações urbanísticas, se implicarem impactos significativos ao nível do subsolo, deverá ser integral e continuamente acompanhada por arqueólogo, com efeito preventivo em relação à afetação de vestígios arqueológicos incógnitos, podendo implicar ulteriores medidas de minimização em função da avaliação dos elementos encontrados
Legislação Associada: Património Cultural, I. P. (CNS 40184); PDM de Almada

Alameda do Castelo, 2804-520 Almada

Castelo de Almada

Outras designações
Almada - Castelo
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Imagem representativa de ARQ0059
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Imagem representativa de Castelo de Almada. Sondagem 2: pormenor dos contextos funerários identificados.
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Imagem representativa de Castelo de Almada. Sondagem 1: segmento de muro e contextos funerários associados.
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Imagem representativa de Castelo de Almada. Sondagem 3: muro de alvenaria paralelo à muralha.
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Imagem representativa de Castelo de Almada. Sondagem 4: vista geral das estruturas identificadas.

Uma notícia publicada no jornal O Mundo, a 7 de abril de 1909, relata a realização de escavações arqueológicas no Castelo de Almada, dirigidas pelo alferes Fontes Pereira de Mello, com o objetivo de trazer à superfície um grande número de esqueletos que ali vinham sendo encontrados. Na ocasião, foram também descobertas duas moedas — cunhadas durante os reinados de D. Afonso V e D. João I —, que ficaram à guarda do referido militar.

Os trabalhos arqueológicos executados posteriormente no interior da fortificação visaram aprofundar o conhecimento sobre a evolução da ocupação daquele espaço. A investigação incidiu, sobretudo, no período medieval, nomeadamente na ocupação islâmica, amplamente documentada pelas fontes históricas. Procurou-se, igualmente, responder a questões centrais da investigação através da identificação, caracterização e registo dos vestígios do subsolo e das estruturas remanescentes, tais como as cortinas da muralha, as obras exteriores e a compartimentação interna do recinto. Esta ampla abordagem permitiu identificar contextos diferenciados com níveis de preservação variáveis.

Na campanha de 2024, as intervenções no terreno possibilitaram o reconhecimento de uma sequência estratigráfica preservada com quatro fases de ocupação, apesar das significativas perturbações antrópicas causadas por remodelações de grande escala no século XVIII. Entre os achados, destacam-se evidências de utilização funerária, segmentos de muro de função indeterminada, um piso em argamassa (interpretado como o interior de um edifício) e níveis de aterro associados à sua fase de abandono. Identificaram-se ainda sepulturas que atestam uma ocupação de caráter funerário associada à proximidade da Igreja de Santa Maria do Castelo, tendo estes vestígios sido preservados in situ.

No topo da muralha, observou-se uma solução construtiva constituída por dois muros paralelos de alvenaria de pedra seca, com preenchimento intermédio de terra disposta em camadas, que se integra numa fase de reforço do recinto amuralhado, datável do século XVIII. Por fim, numa área condicionada pela presença de valas de infraestruturas contemporâneas, foi possível identificar elementos estruturais pertencentes a um edifício, bem como níveis de aterro e de derrube associados à respetiva fase de abandono.