Castelo de Almada

Castelo de Almada
Castelo de Almada
Castelo de Almada

O Castelo de Almada terá origem árabe, sendo referenciado no século XII pelo geógrafo Edrisi como “Hosnel-Madan” (fortaleza da mina). A sua localização estratégica na margem sul do Tejo, em frente a Lisboa, fez dele um importante ponto defensivo durante o período da Reconquista. O primeiro foral de Almada, atribuído por D. Sancho I em 1190, concede à vila de Almada os privilégios das cidades mais importantes do reino (Lisboa, Santarém e Coimbra), favorecendo a fixação das populações aterrorizadas pelas incursões dos Almóadas. Um ano depois, quando em 1191 Abu Yusuf al-Mansur avança para norte, os cavaleiros de Santiago abandonam Almada e Palmela e os castelos são destruídos. O Castelo de Almada só quatro anos depois viria a ser retomado por D. Sancho I, que terá provavelmente ordenado obras de reconstrução e melhoramentos que se prolongaram nos reinados de D. Dinis e de D. Fernando. Depois de resistir ao cerco castelhano de 1384, voltou a entrar em estado de abandono, para nos séculos XVI e XVII vir a sofrer várias transformações visando a sua adaptação às novas tecnologias militares e reconstruído após o terramoto de 1755. No século XIX, depois das Guerras Napoleónicas foi desativado, voltando a ser guarnecido por tropas durante a Guerra Civil Portuguesa. Anos mais tarde foi alvo de novas obras de reparação decorrentes do plano de defesa de Lisboa onde passou a ter a função de praça principal de coordenação das várias baterias da linha de defesa na margem sul do Tejo. Atualmente, o Castelo de Almada encontra-se profundamente descaracterizado estando ocupado pela Guarda Nacional Republicana que mantém uma unidade militar no seu interior.

 

Nota: O Castelo não é visitável 

Contactos e links úteis:

Alameda do Castelo, 2804-520 Almada

Localização