O Lugar do Pensamento - A Cultura Portuguesa e as Sabedorias Orientais
2, 18, 22, 25, e 30 JUN | 19H | Biblioteca Central
O Lugar do Pensamento: a Cultura Portuguesa e as Sabedorias Orientais
Encontramos em Portugal alguns intelectuais que mantiveram um relacionamento intenso com os territórios ou espaços historicamente associados à tradição religiosa e cultural do Budismo - como a Índia, a China e o Japão. Pretendemos explorar a receção deste contacto cultural na construção do pensamento destes autores, e perceber de que forma é que esta influência teve repercussões no pensamento filosófico português do período entre 1850 e 1950. Os autores em foco serão: Luiz Inácio de Andrade e Manuel Silva Mendes para o budismo do espaço chinês; Adeodato Barreto (e os autores da “Secção Oriental” da Seara Nova, incluindo António Sérgio) para o budismo indiano; Wenceslau de Moraes para o budismo japonês; e para uma perspetiva europeia, veremos o neobudismo de Antero de Quental e o cienticismo pessimista de Manuel Laranjeira. Concluiremos com Fernando Pessoa como exemplo maior de receção europeia do budismo no seu tempo por ter consciencializado e teorizado heteronimicamente várias modalidades desta receção, apropriação e representação em termos conceptuais.
Sessões:
1. Introdução Geral: O que é o budismo na Europa do século XIX.
2. Luis Ignacio de Andrade A China como exemplo para uma Europa em crise. Sinofilia e Secularização.
3. Manuel Silva Mendes: o taoismo e o budismo como religião ético-filosófica. Meditação como endovisão.
4. Adeodato Barreto: Índia, Indocentrismo e emancipação; o Budismo como revolução mundial por cumprir.
5. Wenceslau de Moraes: do culto do chá à descoberta da impersonalidade.
Mediação: Rui Lopo
Público adulto | Entrada livre sujeita à lotação da sala