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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Condicionado a horário
Cronologia: Séculos XVIII / XIX / XX
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Sim
Classificação/Proteção: Imóvel de Interesse Público (IIP) com Zona Especial de Proteção (ZEP)
Legislação Associada: Decreto n.º 2/96, Diário da República n.º 56/1996, Série I-B, de 6 de março; Portaria n.º 48/2014, Diário da República n.º 14/2014, Série II, de 21 de janeiro

HORÁRIO

Permanente
Dias de abertura: De terça-feira a domingo
Horário nos dias úteis: 10h15–17h30 (nov. – mar.) / 10h15–20h00 (abr. – out.)

CONTACTOS

Telefone
212 724 950
Rua da Cerca, 2800-050 Almada

Palácio da Cerca

Outras designações
Casa da Cerca; Quinta da Cerca
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Imagem representativa de Casa%20da%20Cerca
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Imagem representativa de Palácio da Cerca. Enquadramento.
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Imagem representativa de Palácio da Cerca. Jardim Botânico - Chão das Artes
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Imagem representativa de Vista da Casa da Cerca com Eçlevador Panorâmico da Boca do Vento e Cristo Rei
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Imagem representativa de Palácio da Cerca. Perspetiva parcial.
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Imagem representativa de Casa da Cerca - Entrada
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Imagem representativa de Casa da Cerca - Espaço Expositivo

O Palácio da Cerca é o maior e mais expressivo exemplar de arquitetura civil setecentista de Almada. Com uma localização privilegiada no topo de uma falésia no extremo norte do núcleo histórico da cidade, dotado de uma marcante perspetiva da cidade de Lisboa e do rio Tejo, terá tido como origem provável uma propriedade doada aos dominicanos, que possuíam várias terras nos arredores. Nesta antiga quinta murada, existiriam, no século XVII, alguns edifícios que talvez correspondam à área central do palácio hoje existente, tida como o seu núcleo mais antigo, fortemente danificado na sequência do terramoto de 1755. Em 1808, aquando das Invasões Francesas, serviu de quartel a um regimento francês após a ocupação de Almada.

Até ao final do século XIX, não existem muitas referências ao palácio, sendo percetíveis várias campanhas de obras. Possui capela, cisterna, casas de arrecadação e jardim. O edifício, de rés do chão e primeiro andar, tem planta em U, com pátio interior fechado por um passadiço que une os corpos laterais e define uma fachada mais recente, de gosto romântico e revivalista, patente nas janelas neogóticas, com vitrais coloridos, que flanqueiam o portão, e cuja parte de cima é delimitada por grades de ferro. No pátio, o acesso ao andar nobre é feito por duas escadas laterais, convergentes, cujos balaustres se prolongam na varanda aberta no corpo central. Na ala direita, insere-se a capela, com retábulo de talha dourada, paredes revestidas por painéis de azulejos – representando a Anunciação e a Visitação, à direita; e a Adoração dos Pastores e dos Magos, à esquerda –, datáveis de 1717–1725 e atribuídos ao mestre PMP.

Dado o seu interesse histórico e valor patrimonial, foi adquirido pelo Município em 1988. Em 1993, após obras de requalificação, abre ao público a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, projeto cultural que visa promover a investigação e divulgação da arte contemporânea. O espaço envolvente, que estava inculto, foi requalificado e transformado num jardim botânico, O Chão das Artes, inaugurado em 2001.