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Património Arquitetónico

PATRIMÓNIO

Visitável: Sim
Condições de Acesso: Livre
Cronologia: Séculos XV / XVI / XVIII / XIX / XX / XXI
Propriedade/Natureza: Pública (municipal)
Gestão/Entidade: Câmara Municipal de Almada

ENQUADRAMENTO LEGAL

Classificado: Não
Classificação/Proteção: Inserido na Zona Especial de Proteção (ZEP) do Palácio da Cerca, classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP)
Legislação Associada: Decreto n.º 2/96, Diário da República n.º 56/1996, I Série-B, de 6 de março; Portaria n.º 48/2014, Diário da República n.º 14/2014, Série II, de 21 de janeiro

Largo da Boca do Vento

Pátio do Prior do Crato

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Imagem representativa de CAPA_PPCNº4-5

Conjunto arquitetónico de características singulares renascentistas implantado em contexto urbanístico de Almada Velha. A denominação provém do facto de D. António, prior do Crato, pretendente à Coroa portuguesa antes da perda da independência, em 1580, ter herdado casas de seu pai, o infante D. Luís, situadas neste espaço.

É composto por um conjunto de imóveis de dois pisos, organizados em torno de um pátio quadrangular, ao qual se acede atravessando um arco abatido. Aplicado na parede à esquerda da entrada, existia um painel de azulejos alusivo a Nossa Senhora do Cabo Espichel, remontando a cerca de 1760.

Algumas fontes referem a existência de uma importante residência senhorial nesta área, a qual teria servido, pontualmente, como ponto de estadia da corte. Acredita-se que aqui terá ocorrido a primeira representação do Auto da India, de Gil Vicente, durante o ano de 1509. Em vésperas da Revolução de 1640, o duque de Bragança, futuro D. João IV, terá reunido neste local com apoiantes da restauração da independência nacional.

Este núcleo é considerado o berço do movimento associativo almadense, tendo-se nele instalado, em primeiro momento, a associação Os Cabralistas e, no ano de 1848, a Incrível Almadense. Durante o século XIX, serviu de palco a diversas manifestações teatrais. Após ter sido objeto de obras de recuperação, foi restituído à sua função enquanto espaço vocacionado para atividades culturais, tendo já sido utilizado como cenário no âmbito do Festival Internacional de Teatro de Almada.