Projeto Zonas 22º
O projeto Zonas 22˚ visa criar uma rede municipal de espaços de abrigo climático de proximidade interiores e exteriores que possam funcionar como locais seguros e termicamente confortáveis durante períodos de calor extremo, particularmente para populações mais vulneráveis (idosos, crianças, pessoas com mobilidade reduzida e/ou sem acesso a climatização adequada). Não se pretende que funcionem em situações de emergência, pois nesses casos há mecanismos próprios que são acionados, mas com consistência quando se verificar uma onda de calor.
Numa primeira fase, pretende-se garantir a disponibilização de, pelo menos, um espaço por freguesia, privilegiando equipamentos municipais que reúnam condições adequadas, designadamente:
- climatização ou boas condições de ventilação;
- horário de funcionamento definido e alargado;
- monitorização do equipamento por funcionários municipais;
- acessibilidade universal;
- disponibilidade de água, instalações sanitárias e áreas de permanência.
O modelo assenta em quatro princípios:
- Proximidade – Garantir acesso a, pelo menos, um espaço fresco por freguesia.
- Equidade – Priorizar zonas com maior vulnerabilidade social e exposição térmica.
- Integração – Utilizar e adaptar infraestruturas municipais existentes.
- Escalabilidade – Implementar um modelo replicável a mais áreas do concelho.
A designação 22º remete para a temperatura de conforto térmico considerada ideal para o ser humano em contexto interior, geralmente situada entre os 21ºC e os 23ºC, segundo normas internacionais de conforto térmico.
Os 22ºC representam, assim, um ponto de equilíbrio, uma temperatura que não exige aquecimento nem arrefecimento intensivo, promovendo a segurança, bem-estar e estabilidade.
Para além do seu significado técnico, o nome apresenta também vantagens comunicacionais: é simples, memorável e facilmente reconhecível, funcionando como um elemento identificador claro da rede de espaços frescos.
O conceito integra duas tipologias:
Espaços interiores
- Bibliotecas, equipamentos desportivos, escolas;
- Condições de ventilação ou climatização;
- Acesso a água, instalações sanitárias e zonas de permanência.
Espaços exteriores
- Parques, jardins e praças sombreadas;
- Presença de vegetação, água e mobiliário urbano;
- Condições de permanência segura e confortável.
A ativação da rede Zonas 22º assenta num modelo operacional articulado com os avisos meteorológicos emitidos pelo IPMA e transmitidos ao Serviço de Proteção Civil municipal, garantindo uma resposta atempada, coordenada e proporcional à severidade das condições de calor. Apresenta-se abaixo o fluxograma simplificado do processo de ativação:

Alguns equipamentos da Rede dispõem ainda de canais próprios de comunicação com o público (e.g. ecrãs informativos e mailing lists institucionais), que poderão ser mobilizados para reforço da divulgação da informação.
Lista de espaços disponíveis (a indicar brevemente)
Projeto desenvolvido âmbito das ações inerentes ao Projeto COOLife Almada, que visa aumentar a capacidade de adaptação de áreas centrais da cidade às ondas de calor.
Fique a conhecer o Projeto COOLife Almada
Mais informações:
Departamento de Intervenção Ambiental Clima e Sustentabilidade
Divisão de Planeamento Gestão Ambiental

