Ruído, arborização, traçado e prazos: as respostas às principais dúvidas sobre o metro na Costa e na Trafaria
O Grupo de Trabalho responsável pelo acompanhamento do projeto de expansão do Metro Sul do Tejo à Costa de Caparica e à Trafaria concluiu a análise das perguntas colocadas pelos munícipes através do formulário online, no âmbito do processo de participação pública realizado entre janeiro e março de 2025. As respostas estão agora reunidas num documento disponível para consulta no site da CMA.
O formulário online recebeu, ao longo do processo, 731 perguntas, que, após análise e eliminação de repetições, foram agrupadas em 112 questões distintas. É a estas 112 perguntas que o Grupo de Trabalho responde agora, uma a uma, no documento publicado.
A fase de participação pública, organizada e moderada por uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT), incluiu quatro sessões presenciais, entre a conferência de apresentação, a 10 de fevereiro, e a conferência de encerramento, a 6 de março de 2025, além de um formulário online disponível durante todo o período. No total, o processo gerou 1214 contributos (entre perguntas, sugestões e pareceres) e reuniu 1193 participações, 480 através do formulário online e 713 nas quatro sessões presenciais, correspondendo estas últimas a 524 pessoas distintas.
As 112 perguntas foram organizadas em temas: opções de traçado e articulação com a rede de transportes públicos; inserção urbana e espaço público; ambiente, obra e operação; e o próprio processo de participação pública. 14 dessas perguntas, por abordarem matérias fora do âmbito deste projeto (como a criação de emprego ou a dinamização do comércio local), foram identificadas como tal e não obtiveram resposta direta do Grupo de Trabalho.
A extensão do Metro Sul do Tejo à Costa da Caparica e à Trafaria continua em fase de estudos, com dois traçados sob análise, segundo o documento de resposta do grupo de Trabalho agora publicado. O Traçado de Referência, inicialmente proposto pela Câmara Municipal de Almada, que prevê uma extensão de 6,7 quilómetros e 8 estações e o Traçado Base, resultado do trabalho de consolidação técnica, que alarga o percurso para 7,3 quilómetros e 10 estações, garantindo uma maior proximidade ao Terminal Fluvial da Trafaria e adicionando uma paragem na Avenida Afonso de Albuquerque.
Nenhuma das opções está fechada, ambas seguem em avaliação comparativa nas próximas etapas do projeto, que incluem o Estudo de Viabilidade e o Estudo de Impacte Ambiental.
O documento integra ainda respostas a preocupações ecológicas, avaliando o impacto direto na Arriba Fóssil da Costa de Caparica e na Mata Nacional das Dunas da Trafaria, além de referir algumas das medidas em avaliação para mitigar ruído e vibrações junto às habitações envolventes.
Relativamente aos prazos, esclarece que a fase de estudos preliminares deverá ficar concluída até ao final de 2026, conforme definido pela Portaria n.º 410/2024/2, sendo que só posteriormente será possível uma tomada de decisão, por parte do Governo, sobre o modelo de contratação da obra e estimativa de início de operação.
O Grupo de Trabalho garante a transparência do processo nas fases seguintes, nomeadamente em fase de Avaliação de Impacte Ambiental, que incluirá um novo período de consulta pública com a duração de 30 dias úteis, o qual será promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Esta nova fase de auscultação permitirá aos cidadãos e associações analisar em detalhe as soluções apresentadas e os respetivos estudos de impacto antes da tomada de decisões finais.
A matriz completa, que faz corresponder cada uma das 112 perguntas à respetiva resposta, pode ser consultada em www.cm-almada.pt/participacao-publica-fevereiromarco-2025.